{"id":35,"date":"2019-08-13T14:39:45","date_gmt":"2019-08-13T17:39:45","guid":{"rendered":"http:\/\/museudaoralidade.viraminas.org.br\/?p=35"},"modified":"2019-08-13T15:23:20","modified_gmt":"2019-08-13T18:23:20","slug":"o-servico-que-tinha-era-abastecer-locomotivas-de-carvao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/?p=35","title":{"rendered":"O servi\u00e7o que tinha era abastecer locomotivas de carv\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_36\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-36\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/museudaoralidade.viraminas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/jose-vitor-foto-paulo-morais-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" class=\"size-large wp-image-36\" srcset=\"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/jose-vitor-foto-paulo-morais.jpg 1024w, https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/jose-vitor-foto-paulo-morais-300x200.jpg 300w, https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/jose-vitor-foto-paulo-morais-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-36\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Vitor, ferrovi\u00e1rio de Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es (MG). Foto: Andressa Gon\u00e7alves<\/p><\/div>\n<p>Meu nome \u00e9 Jos\u00e9 Vitor Pereira. Eu tenho duas idades, mas eu gosto mais de me identificar pela idade de nascimento, que \u00e9 24 de agosto de 1924. Eu nasci na cidade de Tr\u00eas Pontas.<\/p>\n<p>Antes de vir para Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, com  19 anos eu fui trabalhar em Piquete, na ocasi\u00e3o da guerra. Eu morava em Lorena, mas trabalha em Piquete, ia todo dia de trem e voltava. Tinha um trem que levava os oper\u00e1rios. Piquete era uma cidade que tinha uma f\u00e1brica, a f\u00e1brica Presidente Vargas, que era do ex\u00e9rcito, e esta f\u00e1brica fabricava s\u00f3 explosivo para a guerra. Era uma f\u00e1brica grande, tinha quase mil oper\u00e1rios.  Eu trabalhei l\u00e1 3 anos e 6 meses, depois que eu trabalhei l\u00e1 \u00e9 que eu vim para Tr\u1ebds Cora\u00e7\u00f5es e entrei na ferrovia.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e morava aqui e ela influenciou muito, pediu para que eu viesse morar aqui. At\u00e9 foi ela mesmo que encaminhou todos os pap\u00e9is para eu entrar na ferrovia, eu s\u00f3 vim aqui para pegar passe para fazer exame de sa\u00fade que a ferrovia pedia naqueles dias, e foi ela que arrumou pra mim.<\/p>\n<p>Quando eu cheguei aqui, o servi\u00e7o que tinha era abastecer locomotivas de carv\u00e3o, lenha. Ent\u00e3o eu aceitei porque para voltar para Piquete ficava feio.<\/p>\n<p>Depois que eu deixei este local de trabalho que o chefe me levou para trabalhar dentro da reparti\u00e7\u00e3o, onde se fazia repara\u00e7\u00e3o de locomotivas, dava assist\u00eancia quando quebrava. Este pr\u00e9dio \u00e9 um pr\u00e9dio abandonado quando voc\u00ea sobe a rua Cabo Benedito Alves, \u00e9 aquele pr\u00e9dio abandonado, esta parecendo um cemit\u00e9rio. Tudo ali era oficina, trabalhava muita gente, locomotiva movimentando o dia inteiro, vindo aqui no Triangulo virar.  Este bairro aqui chama Tri\u00e2ngulo, por causa da tri\u00e2ngulo da ferrovia. Na oficina eu entrei como ajudante de ferreiro e depois assumi a forja, e assumindo a forja eu desenvolvi bem, passei a trabalhar e fazer trabalhos que aparecia e nesta altura, me deram uns cargos mais tarde de acordo com os n\u00edveis que eu fui chegando, me deram o cargo de chefe de turma, e como chefe de turma era complementado do meu n\u00edvel ate o chefe de turma. Passei a ser chefe de turma de caldeiraria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/?p=35\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente O servi\u00e7o que tinha era abastecer locomotivas de carv\u00e3o\"><p>Meu nome \u00e9 Jos\u00e9 Vitor Pereira. Eu tenho duas idades, mas eu gosto mais de me identificar pela idade de nascimento, que \u00e9 24 de agosto de 1924. Eu nasci na cidade de Tr\u00eas Pontas. Antes de vir para Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, com 19 anos eu fui trabalhar em Piquete, na ocasi\u00e3o da guerra. 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