{"id":7,"date":"2019-08-13T13:49:23","date_gmt":"2019-08-13T16:49:23","guid":{"rendered":"http:\/\/museudaoralidade.viraminas.org.br\/?page_id=7"},"modified":"2019-08-14T14:01:11","modified_gmt":"2019-08-14T17:01:11","slug":"quem-somos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria oral: nossa paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-27\" src=\"http:\/\/museudaoralidade.viraminas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/vicente-lima-museu-da-oralidade-credito-paulo-morais-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/vicente-lima-museu-da-oralidade-credito-paulo-morais-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/vicente-lima-museu-da-oralidade-credito-paulo-morais-300x200.jpg 300w, https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/vicente-lima-museu-da-oralidade-credito-paulo-morais-768x512.jpg 768w, https:\/\/museudaoralidade.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/vicente-lima-museu-da-oralidade-credito-paulo-morais.jpg 1092w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-27\" class=\"wp-caption-text\">Vicente Lima (in memorian), de S\u00e3o Bento Abade (MG), recebendo a visita do Museu da Oralidade. Foto: Paulo Morais<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Museu da Oralidade \u00e9 uma iniciativa de pesquisa, preserva\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria oral do interior de Minas Gerais, com sede em Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, sul do Estado, tendo como institui\u00e7\u00e3o mantenedora a Viraminas Associa\u00e7\u00e3o Cultural, entidade sem fins lucrativas fundada por empreendedores culturais em 2007.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Museu foi criado de forma intuitiva por pesquisadores entusiastas da cultura popular a partir de pesquisas iniciadas em fevereiro de 2007 no Sul de Minas Gerais. O projeto tem car\u00e1ter comunit\u00e1rio, com acervo formado por hist\u00f3rias de vida coletadas em entrevistas de campo durante os \u00faltimos doze anos. Al\u00e9m disto, promove atividades formativas regulares, tais como oficinas para p\u00fablico jovem e adulto, com foco em hist\u00f3ria oral, elabora\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de projetos culturais, audiovisual, m\u00fasica, dan\u00e7a e cultura digital. O projeto foi mantido pelo programa Cultura Viva, participando ativamente das redes estadual, nacional e latinoamericana dos Pontos de Cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, a manuten\u00e7\u00e3o da iniciativa \u00e9 feita, na maior parte, com recursos de conv\u00eanios e pr\u00eamios do \u1e55oder p\u00fablico, que garantiram a compra de equipamentos como computadores, ilha de edi\u00e7\u00e3o, m\u00e1quina fotogr\u00e1fica e gravador de \u00e1udio. Algumas parcerias com o empresariado local permitem a realiza\u00e7\u00e3o de projetos de pesquisa pontuais, por meio de isen\u00e7\u00f5es fiscais via leis municipais de incentivo \u00e0 cultura ou patroc\u00ednio direto. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A proposta de registro de hist\u00f3ria oral foi inspirada a partir do conhecimento, por parte dos fundadores da inciativa, de algumas publica\u00e7\u00f5es de cunho semelhante. O projeto Mem\u00f3rias Iluminadas, ponto de partida da empreitada, teve como principal refer\u00eancia a publica\u00e7\u00e3o Vidas Vividas em Paracatu, uma colet\u00e2nea de narrativas orais feita de autoria do historiador Marcos Spagnuolo Souza na cidade do Noroeste de Minas Gerais em 2001. O projeto de Lumin\u00e1rias, em 2007, foi conduzido ainda sem suporte digital, com o uso de um gravador de \u00e1udio anal\u00f3gico. Nas pesquisas posteriores, foram usados gravadores digitais simples ou telefones celulares como suporte de registro. Somente ap\u00f3s o conv\u00eanio do ponto de cultura foi poss\u00edvel adquirir equipamentos mais robustos, conferindo maior qualidade aos registros. Assim, foram gravadas hist\u00f3rias de ferrovi\u00e1rios, professoras, trabalhadores de of\u00edcios tradicionais, versistas, cantadores, artes\u00e3os, tanto em comunidades urbanas quanto rurais, envolvendo tamb\u00e9m bairros e grupos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora tenha se moldado, inicialmente, de forma intuitiva, a metodologia de pesquisa aplicada nos projetos seguem alguns preceitos consolidados pela experi\u00eancia emp\u00edrica, bem como de estudiosos da hist\u00f3ria oral como Paul Thompson, Michael Pollak e Ecleia Bosi. Os trabalhos de campo se norteiam a partir de algum tema gerador, seja a mem\u00f3ria de uma comunidade local, de algum of\u00edcio, de alguma manifesta\u00e7\u00e3o cultural tradicionais ou tem\u00e1ticas cong\u00eaneres. N\u00e3o s\u00e3o gravadas entrevistas em locais neutros, como est\u00fadios ou cabines. As grava\u00e7\u00f5es acontecem na rua ou na casa do depoente para criar melhores possibilidades de ativa\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. Para defini\u00e7\u00e3o dos nomes de entrevistados dos projetos, parte-se de uma listagem pr\u00e9via nascida a partir de sugest\u00f5es de conhecidos ou lideran\u00e7as da comunidade. O pr\u00f3prio andamento da pesquisa de campo leva a outros contatos, acontecendo o que se convencionou chamar de \u201cefeito bola de neve\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Museu conta com a revista<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Ora!<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">traz reportagens in\u00e9ditas, produzidas pela equipe do museu, com mem\u00f3rias de pessoas e lugares de Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, sobretudo de bairros e comunidades perif\u00e9ricas, sempre com textos leves e acess\u00edveis ao grande p\u00fablico. A publica\u00e7\u00e3o, que busca novo financiamento para voltar a circular, tenta mostrar as comunidades locais como lugares de cria\u00e7\u00e3o, sabedoria e arte popular, revelando o cotidiano como terreno f\u00e9rtil para as potencialidades humanas. A tiragem \u00e9 de 1 mil exemplares e distribui\u00e7\u00e3o, gratuita.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desta forma, foram se acumulando entrevistas para projetos que resultaram, nos \u00faltimos anos, em produtos como livros documentais, livros de fic\u00e7\u00e3o, video document\u00e1rios, exposi\u00e7\u00f5es itinerantes e blogs. Boa parte do material pesquisado est\u00e1 dispon\u00edvel neste site (<em>em reconstru\u00e7\u00e3o<\/em>). Aqui voc\u00ea tamb\u00e9m conhece a equipe e pode entrar em contato para trocar ideias e sugerir novos rumos a este projeto. Boa visita!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a href=\"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/\" rel=\"bookmark\" title=\"Link permanente Hist\u00f3ria oral: nossa paix\u00e3o\"><p>O Museu da Oralidade \u00e9 uma iniciativa de pesquisa, preserva\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria oral do interior de Minas Gerais, com sede em Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, sul do Estado, tendo como institui\u00e7\u00e3o mantenedora a Viraminas Associa\u00e7\u00e3o Cultural, entidade sem fins lucrativas fundada por empreendedores culturais em 2007.\u00a0 O Museu foi criado de forma intuitiva por pesquisadores [&hellip;]<\/p>\n<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"spay_email":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/7"}],"collection":[{"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/7\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":129,"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/7\/revisions\/129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museudaoralidade.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}